La Peri-Pouchette

Não sei bem como abordar este tema, mas sinto que também não tenho meios para o evitar.

Um belo dia, aqui há umas semanas atrás, enquanto procedia, sentada, à libertação de líquidos acumulados no meu organismo, também conhecidos vulgarmente por “xixi”, olhei para baixo e vi-a pela primeira vez: uma pouchette, de uma marca não identificada, no lugar onde toda uma vida (com exceção de 2 gestações), se podia avistar uma barriga considerada como “normal”, até bastante jeitosa, para quem não pôs os pés num ginásio praticamente uma vida inteira.

A primeira reação foi o Pânico Geral: “Mas de quem é este corpo que se veio aqui apoderar do meu?” Depois seguiu-se a Negação Total. Levantei-me e eis que “ela” desapareceu. Ufa, afinal tudo não teria passado de um valente susto.

Mas passados uns dias, reparei que ela, a pouchette que não me lembro de ter comprado, ainda lá estava, como que a sambar na minha cara, dia após dia.

Até que percebi que teria de fazer uma escolha que apenas teria um caminho possível: A Aceitação Radical.

Dirigi-me então a uma clínica de estética e marquei uma intervenção! ahahahah Mentira… Fiz algo que até agora acharia menos provável do que qualquer outra coisa (e atenção que aqui podemos incluir diversos tipos de torturas medievais): Inscrevi-me num ginásio, e escolhi traçar um plano para mandar a velhaca da Peri-Pouchette para as urtigas!

E a verdade, é que, eu que passei uma vidinha inteira a fugir de ginásios, estou a adorar lá ir, tanto que vou quase todos os dias, quase sem reclamar, e já começo a ver a Peri-Pouchete a ir à vida dela.

Conselho de Amiga: Se virem uma destas Peri-Pouchettes a instalar-se no vosso corpo, não a ignorem, queimem-na nas brasinhas do inferno!!

Até breve!

 

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